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28 outubro, 2012

Bombom novo


O queijo da Beira Baixa vai servir de recheio para bombons de chocolate, numa parceria entre a cooperativa de produtores de Idanha-a-Nova e a Escola de Hotelaria do Estoril.
João Antunes, presidente da cooperativa, contou à Lusa que «está a ser feito um esforço para comercializar o novo produto ainda neste Natal».
Cada caixa vai trazer uma dúzia de bombons que juntam chocolate negro e queijo de ovelha de cura prolongada.
O contraste de sabores «resulta num casamento que tem sido aprovado por especialistas em vários eventos», disse João Antunes.
O autor da «improvável união» foi o chefe Nélson Félix, na Escola de Hotelaria do Estoril, que desenvolveu o desafio lançado pela cooperativa aos estabelecimentos de ensino, de experimentarem o queijo em novos produtos.
Agora está na hora de passar dos testes à produção para o mercado: as instalações de Idanha-a-Nova vão receber equipamento onde os doces vão ser produzidos, enquanto se ultimam os registos necessários.
Numa primeira fase «pensou-se entregar a uma empresa exterior a produção e comercialização dos bombons, mas ficou decidido que será a cooperativa a fazê-lo, até porque, para além do equipamento a instalar, já tem um laboratório».
Seja qual for o resultado, o nascimento do novo produto «já é gratificante por duas razões: resulta de uma parceria com uma escola e sente-se a aceitação por parte de quem tem experimentado o produto».
Por outro lado, «é importante para a cooperativa mostrar que continua a ter capacidade para inovar».
Os bombons de queijo nascem numa altura em que arranca uma estratégia de internacionalização dirigida para o norte da Europa, Brasil e outros países de língua portuguesa.
Ao mesmo tempo, está a ser desenvolvida uma loja na Internet. 

29 agosto, 2012

Queijo português

Queijo de Castelo Branco recebe medalha de ouro em concurso em Londres

 
Presstur 27-08-2012 - O queijo de Castelo Branco DOP Sabores de Idanha conquistou uma medalha de ouro no concurso internacional Great Taste Awards 2012, entre 8.800 produtos de vários países.
O queijo foi avaliado em provas cegas que envolveram mais de 300 especialistas, noticia a “TSF”.
O primeiro prémio já não é novo para a Cooperativa de Produtores de Queijo da Beira Baixa que em 2011 viu o seu Queijo Amarelo da Beira Baixa DOP receber o Ouro no Concurso Mundial de Queijos, que teve lugar em Inglaterra.
Em Portugal a cooperativa teve queijos e requeijão no Concurso Nacional de Queijos, durante a última Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, e “todo eles ganharam o primeiro prémio”, totalizando as seis medalhas, afirmou à "TSF" o presidente da Cooperativa de Produtores do Queijo da Beira Baixa, João Fernandes.
A estratégia da Cooperativa de Produtores de Queijo da Beira Baixa é agora de entrar no mercado europeu “e não só”, explica João Fernandes, que refere que os prémios internacionais “vão ter impacto e dar credibilidade, para com mais faicilidade entrar nesses mercados”.
Outro mercado em vista é o Brasil. A cooperativa esteve recentemente em Sâo Paulo para “desenvolver contactos, negociações para se efectivarem essas exportações”, conta João Fernandes que considera que a entrada nesse mercado “é uma questão de tempo”.

04 abril, 2012

Filigrana - ourivesaria portuguesa

 
Técnica de ourivesaria que consiste na combinação de delicados e finíssimos fios de ouro (o material privilegiado) ou prata aplicados sobre placas do mesmo metal, desenhando motivos circulares, espiralados ou em SS. Por vezes, estas peças de ourivesaria são complementadas com a decoração de pedras e esmaltes policromos, ou ainda com a aplicação de minúsculas esferas de ouro.
Após a alquímica operação de derreter o ouro, o metal precioso é vertido numa "rilheira", dando-se-lhe a forma de barra, o que permite a sua utilização nos cilindros do "laminador" e a sua transformação em chapa ou fio grosso. O processo de filigranação do metal prossegue numa "fieira", espessa placa de aço crivada de orifícios sucessivamente decrescentes, repuxando-se os fios até se obter a espessura desejada.
Procede-se depois à junção de dois fios com a mesma espessura e efetua-se a sua torção. Estes fios enrolados são passados novamente pelo cilindro, de modo a se proceder ao seu achatamento. Montada na armação e soldada a teia de fios, a peça de filigrana é "branqueada", para, finalmente, se proceder ao seu areamento e à sua brunição.

 

A origem desta arte milenar não está seguramente determinada, sabendo-se apenas que a sua prática era conhecida pelos chineses e indianos, bem como pelas civilizações clássicas da bacia do Mediterrâneo, nomeadamente Grécia e Roma. Os Árabes imprimiram uma notável vitalidade a esta forma artística de ourivesaria, concebendo, a partir da extrema maleabilidade e delicadeza dos filamentos, obras de arte que valorizaram esteticamente o desenho da linha.Contudo, quando estes chegaram à Península, a arte da filigrana era conhecida e trabalhada pelos povos ibéricos. A génese desta arte em Portugal remonta às civilizações pré-romanas que habitaram o nosso território, como o comprova diverso espólio de ourivesaria e joalharia castreja descoberto em estações arqueológicas - nomeadamente três preciosos torques filigranados, provenientes da Póvoa de Lanhoso e em exposição no Museu D. Diogo de Sousa, em Braga.Durante a Idade Média portuguesa, época em que a cidade italiana de Génova se afirmou como o maior centro europeu de filigrana, esta arte preciosa dos metais decorou algumas das melhores alfaias de culto, como são os cálices românicos de D. Gueda Mendes (1152) e de D. Dulce, em prata e apresentando no um admirável trabalho filigranado, ou ainda a soberba Cruz de D. Sancho I, datada de 1214 e oferecida por este monarca ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.No entanto, a moderna arte da filigrana portuguesa evoluiu, essencialmente, a partir de algumas alfaias de culto dos séculos XVII-XVIII, a partir de certos relicários ou cruzes e, igualmente, inspirando-se em peças de joalharia civil, como são as arrecadas ou os brincos. A forma singular da filigrana nacional advém-lhe do seu carácter marcadamente popular, que se vincou ainda mais a partir da segunda metade de Oitocentos.
 

A área geográfica da filigrana é circunscrita, localizando-se os centros produtores de melhor qualidade nos arredores do Porto - no concelho de Gondomar - e em Braga, no concelho da Póvoa de Lanhoso, particularmente na "aldeia do ouro" de Travassos - contando esta povoação, presentemente, com cerca de vinte pequenas oficinas.Tipologicamente, as joias fabricadas, em maior número, pelos centros produtores do Noroeste de Portugal são as de uso pessoal - com destaque para as arrecadas e argolas de Viana, os brincos à raínha, os corações filigranados e os medalhões, as cruzes e os colares de "contas minhotas". Outras peças de maior aparato, como relicários, caixas, colares de gramalheiras, custódias ou esculturas ornamentais (caso da caravela), também são produzidas para satisfazer uma demanda cada vez mais alargada e que não se circunscreve apenas ao território nacional - recorrendo atualmente esta industria da filigrana, com alguma frequência, à prata dourada.
 

Constituindo-se como ornamento e símbolo de distinção social, a filigrana em ouro revelava-se ainda um investimento e uma mais-valia do agregado familiar. Os objetos da filigrana portuguesa são usados como ornamentos preciosos para ocasiões festivas especiais, quer por grupos sociais mais elevados, quer ainda por pessoas de menores recursos materiais, integrando e enriquecendo a tradicional indumentária dos portugueses do Minho e do Douro Litoral. 

filigrana. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$filigrana>.

 

Bordados de Castelo Branco

Perspectiva histórica do Bordado desde as suas remotas origens à actualidade:
De imensa beleza e exemplo de originalidade no âmbito de manufactura nacional, o Bordado de Castelo Branco apresenta dois factores dominantes: um, de origem artística; outro, de significaçăo económica. O primeiro manifesta a existência de uma arte própria, com estilo de feiçăo peculiar, o segundo admite a concentraçăo desta indústria de bordado na zona do Distrito de Castelo Branco.

Porquê nesta cidade? É natural que se tenha fixado precisamente numa regiăo onde a cultura do linho era tradicional e onde a amoreira se dava tăo bem, a ponto de permitir a criaçăo em larga escala do bicho-da-seda. Os locais de fabrico explicam em grande parte a matéria utilizada, visto as condiçőes naturais serem exploradas pelas comunidades.

Embora se desconheça a verdadeira origem do Bordado de Castelo Branco, o facto de, já no século XX, ter sido reactivada a sua produçăo em Castelo Branco é a razăo de denominaçăo actual, ainda que a grande maioria dos espécimes antigos recenseados tenham sido localizados na zona desta cidade.
De acordo com o figurino da época, crê-se ter sido o século XVIII o período mais fecundo na confecçăo do Bordado. Depois de uma fase de decadência que se fez sentir ao longo do século XIX, o seu ressurgimento deu-se na regiăo de Castelo Branco, no primeiro quartel do século XX, a partir do momento que Maria da Piedade Mendes (1888?-1984) encontrou um conjunto de colchas de linho bordadas a seda, guardadas religiosamente em arcas herdadas pela sua família, e que iriam servir de modelo para os trabalhos que desenvolveu ao longo da vida com uma perfeiçăo notável. No ano de 1929, ao participar na Sexta Sessăo do IV Congresso Beirăo, realizada em Castelo Branco, Maria Júlia Antunes, professora do Liceu Infanta D. Maria em Coimbra, apresentou a sua tese Rendas e Bordados das Beiras onde faz referência aos «bordados albicastrenses, genéricamente chamados a frouxo», pela primeira vez divulgados em público com a designaçăo que os associa à cidade beiră.

Constitui-se entăo uma marca, por escola, recriando e reformulando motivos de espécimes remanescentes, em defesa e continuidade de uma expressăo artística, reconhecida pela sua riqueza singular no deversificado panorama da produçăo têxtil nacional, através de um movimento de âmbito local. Surgiu a denomiçăo Bordados de Castelo Branco.



Antecedentes do Bordado de Castelo Branco e influências recebidas:


O facto da Península Ibérica ter estado sob domínio árabe levou a uma produçăo de têxteis e bordados que obedeciam aos cânones estéticos muçulmanos e se destinava aos circuitos comerciais do mundo árabe.
Seguiu-se um longo período de Reconquista pouco propício ao desenvolvimento da arte do bordado. O bordado português só tardiamente terá começado a afirmar-se de uma maneira válida, e factores imponderáveis dificultam a tomada de conhecimento do que teria sido na Idade Média. Sabe-se apenas que só a partir dos finais do século XVI se impőe uma produçăo têxtil de alta qualidade, mas em quantidade limitada.

Uma das consequências da expansăo política, religiosa e económica dos portugueses traduziu-se no intercâmbio de novas formas culturais e artísticas, e o olhar do português rapidamente descobriu a perícia e o virtuosismo das indígenas ao fazer as suas obras e da Índia passaram, também, a ser trazidas para Portugal bordadoras habilidosas que se juntavam aos colchoeiros (designaçăo dada aos fazedores de colchas no século XVI).
Segundo Afonso de Albuquerque vinham exercer a sua arte em Lisboa, sendo provável ter sido a capital do reino ponto de partida para a realizaçăo de trabalhos que depois se foram espalhando através de outras regiőes do País.

A partir dos finais do século XVI até aos finais do século XVIII, multiplicaram-se as encomendas de bordados, monocromos ou com uma policromia sábia, autênticos suportes de narraçőes, simbologias ou simples figuraçőes, prestigiantes para quem os possuía.
Os espécimes provenientes do Oriente eram na maioria bordados para suspensăo e colchas bordadas num suporte acolchoado, alguns decorados com faixas, onde se representavam cenas bíblicas ou heróicas, caçadas, motivos vegetalistas, entre outros, comuns na arte oriental.
Cumprindo um programa elaborado a partir de matrizes ocidentais, nos espaços em que a encomenda nada impunha as bordadoras inscreviam motivos e mitos, usando cercaduras, tarjas, fundos e cantos preenchidos com elementos geométricos, folhas, flores, enrolamentos, animais, figuras por vezes compósitas e personagens do mito local. Geralmente bordadas a seda sobre linho, eram também executadas em algodăo branco acolchoado.

Nos bordados feitos em Portugal acentuavam-se as sugestőes dos estilos do Ocidente. Todavia, um forte gosto orientalizante năo deixava de os inspirar ao nível da sua composiçăo e decoraçăo.
É natural que toda essa produçăo, de diversos centros, com diferentes cargas e estilos, tenha exercido uma forte influência no Bordado de Castelo Branco, particularmente em composiçőes mais elaboradas que a nível temático e compositivo relevam uma acentuada afinidade com o bordado indo-português.

Por factores inerentes à sua conservaçăo, pelo inusitado costume de datar os espécimes e devido à escassez de dados que o documentam, até hoje desconhece-se a origem do Bordado de Castelo Branco e as questőes multiplicam-se. Poderá ser considerado fundamentalmente um produto de uma indústria caseira, vocacionada para consumo próprio. Mas, nesta prespectiva, năo terăo existido centros de produçăo no sentido usual do termo?
Em Portugal, nos conventos femininos a arte de bordar adquiriu grande perfeiçăo, levando à possibilidade de terem sido centros difusores deste bordado, quer como locais de educaçăo, quer de produçăo.

Năo foram só as mulheres dedicadas à vida claustral a entregarem-se ao trabalho de bordar, outras havia que se dedicavam a essa tarefa. Poderá năo parecer que as primeiras peças fossem de sabor popular, perante a falta de argumentaçăo para acreditar terem sido as populaçőes rurais, ignorantes na sua simplicidade, a receber a mensagem do Oriente, contrariamente à ideia de que os modelos iniciais tivessem nascido no seio da classe das famílias opulentas, donde partiam para a Índia os homens que no regresso traziam presentes e recordaçőes que vieram alterar os hábitos de bordar.

Por outro lado, năo será de excluir supor terem sido as damas albicastrenses a apoderarem-se da matriz popular do Bordado, dando-lhe foros senhoriais, atendendo a determinadas características do desenho de peças mais antigas que parecem resultar de uma produçăo estabelecida entre as classes populares.
E porque năo , atribuir a origem a ambas as classes, de acordo com as possibilidades e recursos de cada uma delas?


In "O Bordado de Castelo Branco" 



10 outubro, 2011

Novo Acordo Ortográfico: miniguia de bolso


Novo Acordo Ortográfico


1.

As letras k, w e y entram no alfabeto (agora com 26 letras).




2.

Escrevem-se com minúscula os dias da semana, os meses, as estações do


ano e os pontos cardeais e colaterais, exceto nas abreviaturas ou quando
representam uma região (Fui para o

Sul e entrei pelo sul de Albufeira).




3.

As consoantes c e p, quando não pronunciadas, deixam de se escrever
(redação, ótimo, mas facto e pacto).




4.

 Suprimem-se os acentos

no ditongo aberto oi das palavras graves, na



distinção de quase todas as palavras homógrafas, na terminação

eem dos verbos 

(heroico, mas herói / para (verbo parar), mas pôr (para distinguir de por)

 e pôde (para distinguir de pode) / leem, veem, preveem).




5.

Usa-se sempre hífen quando a letra (vogal ou consoante) com que



termina o prefixo é igual à que inicia o 2º elemento

(micro-ondas, super-rato, sub-bibliotecário); se o 2º elemento começar por

h (anti-herói, auto-hipnose); a seguir a prefixos acentuados


(pós-parto, pró-aborto, além-mar);

 a seguir a ex, quando significa cessamento

(ex-marido).




6.

É ainda obrigatório usar hífen com espécies botânicas e zoológicas

(feijão-verde, rouxinol-do-Japão, rato-do-Egito) e com prefixos colocados



antes de estrangeirismos, nomes próprios e siglas

(anti-stress, anti-EUA,anti-Obama).




7.

Usa-se sempre hífen em palavras compostas por justaposição (sem



elementos de ligação) que, no seu conjunto, constituem uma unidade de sentido

(engenheiro-agrónomo, guarda-noturno, médico-cirurgião).


8.
 Não se usa hífen se o prefixo terminar em vogal e o 2º elemento



começar por

r/s (dobra-se o r/s: minissaia, semirreta, neorrealismo) e se o



prefixo acabar em vogal e o 2º elemento começar por

vogal diferente

(autoavaliação, antiamericano, miniestágio ).




9.
 Deixa de se usar

hífen a seguir ao verbo haver (hei de, hás de, há de, hão de).




10.

Salvo raras exceções, não se usa hífen nas locuções (fim de semana,



corpo a corpo, canto do cisne).

Toda a informação em http://acordo-ortografico.blogspot.com

18 setembro, 2011

Associação Helpo

Associação Helpo
Rua Catarina Eufémia, Fontainhas, 2750-318 Cascais
Tel.: 211537687
Se clicar no título vai para a página oficial desta ONG.
Estou muito feliz de ter apadrinhado uma menina de Moçambique chamada Elsa. E é barato! Envio de três em três meses 39 euros (39€) para a associação com sede em Cascais - Portugal. Gosto muito de receber as cartas e de a ver nas fotografias com os presentes que lhe envio através da associação.

02 setembro, 2011

UNICEF

Se clicar no título vai para o site oficial da unicef em Portugal.
Sou sócia há vários anos. Pago uma pequena anuidade. Vale a pena ajudar.

24 agosto, 2011

Tese de Mestrado - Universidade do Minho - Portugal

Para quem desejar consultar a tese basta clicar no título desta mensagem.
Porque as crianças são importantes devemos saber contribuir positivamente para a sua educação.
A tese de mestrado tem o título: "Opiniões dos pais sobre a brincadeira e a ocupação do tempo livre das crianças".

22 agosto, 2011

Alegria e aventura



Menção Honrosa para o "Carocha Voador".

Parque das Nações - Lisboa 

Corrida de Xatas (veículos aquáticos sem quilha).

Albufeira do Bonito - Portugal

O Duende Verde e a Fada Primavera

O Duende Verde e a Fada Primavera
        
Numa terra distante, vivia um pequeno duende, rodeado de muitos amigos, que tal como ele eram duendes Verdes. Chamavam-se assim porque além das suas roupas ostentarem essa cor, estas adoráveis e pequenas criaturas, dedicavam-se a cuidar da Natureza.
Logo ao nascer do Sol, todos os duendes Verdes tinham a missão de acordar as árvores, os arbustos e até as flores. Eram também eles que distribuíam as gotas de orvalho pelos campos. Quando os animais despertavam, eram os duendes que informavam as abelhas do lugar mais florido para recolherem o pólen. Também se dedicavam a indicar às formigas o melhor caminho para encontrarem comida. Nem as minhocas ficavam esquecidas porque havia sempre um duende pronto para as instruir sobre os sítios que mais precisavam da terra remexida. Havia assim uma harmonia completa e todos viviam muito felizes.
Certa madrugada, que parecia começar igual a tantas outras, o duende mais pequeno acordou, espreguiçou-se na cama e em seguida levantou-se e foi arranjar-se. Depois de tomar o pequeno-almoço pôs o chapéu na cabeça e saiu de casa. Como era hábito olhou para o céu que se despedia da Lua e já cumprimentava o Sol, quando entrou pelo seu nariz um cheiro estranho. O que era aquilo? Não era um aroma conhecido. Era um cheiro desagradável que fez o nariz do duende engelhar-se enquanto fazia uma careta. Mas de onde vinha? Talvez a irmã do Vento soubesse porque só ela andava a correr por ali.
- Brisa! Ó Brisa, que cheiro é este, minha amiga? – perguntou o duende curioso.
A Brisa que mostrava uma cara enjoada voltou-se para o pequeno duende e respondeu:
- Tenho pouca vontade de falar nisso.
Como o duende continuava a olhar para ela com um ar interessado, a Brisa decidiu contar-lhe o que sabia.
- Sabes, o meu irmão Vento anda muito preocupado. Pensa que nada pode evitar que uma desgraça aconteça.
- Desgraça!? – sobressaltou-se o duende.
- Sim. É uma verdadeira desgraça. Se subires a colina e olhares para o lado onde estão os castanheiros depressa verás o que está a acontecer.
O pequeno duende desatou a correr e chegou num instante ao cimo da colina. Foi então que viu uma enorme máquina de ferro a empurrar um monte de lixo. Havia ainda outra máquina muito grande que derrubava árvores para arranjar espaço para o lixo. O duende nem queria acreditar no que via. Foi então que se lembrou de ir avisar os outros.
Quando os duendes reuniam no grande salão subterrâneo, era sempre um acontecimento importante. Qualquer que fosse o problema costumava arranjar-se sempre uma solução após uma boa conversa entre todos. Daquela vez a situação era preocupante e por isso rapidamente todos começaram a apresentar ideias. Alguma coisa havia de se arranjar. Foi então que a porta do salão se abriu bruscamente e entrou o Vento com cara de aborrecido. Era muito raro o Vento entrar ali mas como a situação era grave ninguém estranhou.
- A Primavera não vem – disse o Vento a resmungar – e não estou nada admirado. Ela disse que para estes lados já não consegue voltar porque estão a desaparecer as árvores, as plantas e até os animais já começaram a fugir. A fada Primavera não pode ir onde só há lixo. E até eu já estou farto de aturar este cheiro horrível que se agarra a mim de cada vez que aqui passo.
Após ter dado esta notícia, o Vento, tal como tinha entrado voltou a sair intempestivamente. Instalou-se então o desânimo geral entre todos os duendes e levantou-se um burburinho de preocupação por todo o salão. Se a Natureza estava em perigo com uma lixeira a instalar-se na vizinhança, agora ainda ia ser pior. Todos os duendes Verdes sabiam que a Natureza precisa da visita da fada Primavera para se renovar. Quando acalmaram os ânimos foi retomado o diálogo, aguardando cada um a sua vez de falar. Ideias não faltaram. Houve quem se lembrasse de dizer para se construir um muro entre a lixeira e a floresta, mas depressa chegaram à conclusão que não era a fazer muros que se resolviam as coisas. Construir um muro seria ignorar a presença da lixeira e não uma solução para o problema e depois mais cedo ou mais tarde o muro acabaria por cair e ficava tudo na mesma. Além disso a fada Primavera nunca poderia visitar a floresta em tais condições. Foi então que alguém disse que num lugar distante dali tinha havido um problema parecido com o deles e tinham descoberto uma solução. Que solução? Isso é que ninguém sabia. Decidiram então que era preciso mandar um duende até àquele lugar distante para descobrir o que lá tinham feito e que tinha dado bom resultado. Segundo as regras dos duendes foi feito um sorteio para determinar qual seria o escolhido. Quando todos puderam abrir a mão esquerda, para ver como estava o berlinde mágico que pertencia a cada um, só brilhou o que estava na mão do pequeno duende. Não havia portanto dúvida nenhuma, seria ele o responsável por ir buscar a tão desejada solução para o problema que enfrentavam. A viagem seria longa e muito cansativa e por isso todos o ajudaram a preparar-se para aquele desafio. Os mais velhos deram-lhe bons conselhos sobre o melhor percurso a seguir e quais os cuidados que deveria ter. Os mais novos ajudaram-no a arrumar a mochila que iria levar com ele.
De manhã, muito cedo, já o pequeno duende Verde caminhava na direcção oposta à da lixeira. Seguiu todas as indicações que lhe tinham dado e assim quando o Sol indicava o meio-dia, o nosso amiguinho já estava à beira de um lago enorme, tão grande que não se via o lado de lá. Era preciso chamar o barqueiro para o poder atravessar em segurança. Olhou em todas as direcções mas não viu ninguém. Talvez o barqueiro tivesse ido levar alguém para o outro lado. Resolveu então sentar-se e esperar. Esperou durante tanto tempo que acabou por adormecer. Quando acordou, a tarde já se aproximava do fim e do barqueiro nem sinal. O duende começou então a pensar se o Vento poderia saber alguma coisa. Mas o Vento andava longe dali. Foi então que surgiu a Brisa.
- O que fazes aqui tão longe, pequeno duende Verde? – perguntou a Brisa admirada.
 - Estou à espera do barqueiro, mas ele ainda não apareceu. Sabes se ele ainda vem hoje para este lado?
- E porque queres atravessar o lago? Porque estás aqui sozinho? – retorquiu a Brisa curiosa. 
- Só fazes perguntas e eu preciso que me respondas – disse o duende um pouco contrariado.
- Ora, não sejas chato, só estou curiosa por te ver aqui. Se responderes às minhas perguntas também responderei às tuas.
- Está bem. Eu estou aqui porque tenho uma missão a cumprir. Foi a mim que escolheram para ir procurar a solução para o problema da floresta. Por isso preciso de atravessar o lago. Só dessa maneira posso continuar o meu caminho até ao lugar onde foi descoberta uma solução.
- O meu irmão Vento disse-me hoje de manhã que o barqueiro só regressa amanhã de manhã, porque hoje de tarde já não tem tempo para lhe encher as velas do barco.
- Bem, sendo assim, vou acampar aqui – disse o duende resignado.
- Atenção, pequeno duende, não montes a tenda num sítio que tenha sementes debaixo da terra, porque a fada Primavera tem andado perto deste lago e não me admira nada que passe por aqui em breve.
- A sério!? Se ela vier posso falar com ela e tentar convencê-la a ir até à minha floresta – disse o duende esperançado. 
- Podes tentar – respondeu-lhe a Brisa e nisto, tal como tinha chegado, logo desapareceu.
 O pequeno duende Verde tratou logo de tirar o seu berlinde mágico do bolso e começou a localizar as sementes debaixo do chão. Não queria que nenhuma ficasse debaixo da sua tenda e assim perdesse a oportunidade de germinar no caso da fada Primavera passar. Quando encontrou um sítio sem sementes montou a tenda e depois sentou-se para comer do que trazia na mochila. Quando anoiteceu dormiu sossegado. De manhã, ao acordar, olhou em redor e foi então que reparou que todas as sementinhas perto da sua tenda tinham germinado e estavam a brotar da terra ao mesmo tempo. Era a fada Primavera que estava ali perto. O duende levantou-se muito depressa, esfregou rapidamente os olhos e olhou em todas as direcções. Toda a Natureza estava em festa naquele lugar. Mas onde estava a fada Primavera?
- Fada Primavera! Fada Primavera! – chamou o duende Verde.
- Estou aqui.
- Onde?
- Mesmo atrás de ti – respondeu a fada enquanto dava uma gargalhada.
O pequeno duende deu um salto e voltou-se para olhar para ela.
- Porque me chamas? – perguntou a fada curiosa.
- Eu sou um daqueles duendes Verdes que cuidam da floresta lá longe.
- Qual floresta?
- É aquela que tem uma lixeira ao lado.
- Ah! Pois, já sei… - disse a fada baixando os olhos. 
- O Vento foi lá dizer que não vamos receber a tua visita enquanto lá estiver a lixeira a céu aberto – disse o duende entristecido.
- É verdade. Mesmo que eu quisesse não posso ir, não me é permitido. Se me aproximasse perdia a minha magia por completo.
- Nós queremos uma solução para o problema da lixeira. É por isso que eu estou aqui. Vou à terra onde encontraram a solução.
- Não é fácil obteres o que queres. Mas vejo que estás interessado. Já sabes o que fazer quando lá chegares?
- Vou ver o que lá fizeram e se for preciso pergunto sobre aquilo que não entender.
- Muito bem. Eu não posso ajudar-te porque não sei o que lá fizeram antes de eu poder lá voltar. Só sei que agora posso lá passar sem dificuldade. Mas… quando lá chegares não te esqueças que quem te pode ajudar mais depressa são os mais pequenos.
- Não me vou esquecer disso. Obrigado, fada Primavera.
- Boa sorte, pequeno duende Verde – disse a fada sorrindo enquanto se afastava dali.
Logo que a fada Primavera desapareceu o duende avistou o barco que se aproximava. Arrumou as suas coisas, pegou na mochila e dirigiu-se para o barco. Acertou o preço da viagem com o barqueiro e logo em seguida embarcou. Para surpresa do duende foi uma viagem relativamente rápida. Ele não estava nada à espera que aquele barco à vela o fizesse chegar tão depressa à outra margem. À chegada agradeceu ao barqueiro o bom serviço prestado e seguiu o seu caminho. Caminhou durante muito tempo. Finalmente, chegou a um lugar onde havia muitas casas. Todos os duendes sabem que as pessoas adultas não os podem ver, por isso não podia perguntar-lhes nenhuma informação. Pôs-se então a olhar com atenção para o que o rodeava, mas à primeira vista nada lhe despertou interesse. Continuou a caminhar até que reparou num edifício pintado de branco, com grandes janelas, rodeado por um muro só interrompido por um portão com grades. Lá dentro havia um grande espaço onde corriam e brincavam muitas crianças. Nisto começou a tocar uma campainha e todos começaram a entrar para dentro do edifício. O duende lembrou-se do que dissera a fada Primavera e por isso foi sentar-se junto ao muro a pensar no que poderia fazer. Passado algum tempo voltou a ouvir-se a campainha e todas as crianças voltaram a sair mas em vez de ficarem a brincar dirigiram-se para o portão e foram-se embora. Umas eram esperadas pelos pais e outras seguiam em fila atrás de uma senhora que usava uma bata colorida. Perante isto, o duende pensou que era melhor aproveitar para almoçar o que trazia na mochila. Ficou ali a comer sossegado. Depois do almoço o duende reparou que as crianças regressavam e decidiu entrar também pelo portão. Enquanto ele estava para ali a pensar numa maneira de ser visto, um rapazinho de olhos vivaços aproximou-se e perguntou-lhe:
- Queres jogar ao berlinde?
- Quero! – respondeu o duende.
- Quantos berlindes tens?
- Só tenho um – disse o duende verde, enquanto pensava que podia perder o berlinde mágico naquela brincadeira.
- Serve. Eu tenho um saco cheio deles. Ganho quase sempre. Qual é a tua turma?
- Não sei bem… - disse o duende sem saber o que devia responder.
- Deixa lá. Eu quando vim para esta escola também andava um bocadinho confuso mas agora já conheço isto tudo. Vamos começar a jogar?
- Sim, vamos.
Mal a brincadeira começou aproximaram-se vários garotos que quiseram assistir ao jogo.

(Professora: Maria do Rosário da Silva Baptista)


O que irá acontecer? Como será que o pequeno duende verde vai descobrir a solução para o problema da sua floresta? Quem o vai ajudar? Contem-nos o final da história!

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